Token (LLM) (PT)
Token — é a menor unidade de texto com a qual os modelos de linguagem grandes (LLMs) são capazes de trabalhar. Qualquer texto, antes de ser processado por um LLM, é previamente convertido em uma sequência de tokens, que são então traduzidos em representações numéricas convenientes para análise e processamento pelo modelo.
Dependendo da estratégia de tokenização utilizada, um token pode representar:
- Uma palavra inteira (por exemplo, "casa")
- Parte de uma palavra ou raiz (por exemplo, "casa" em "casinha")
- Um único caractere ou pontuação (por exemplo, ",", "!")
O uso de tokens permite que os modelos de linguagem estudem e reproduzam eficientemente as estruturas do texto, identifiquem padrões e compreendam a semântica e a sintaxe do texto.
Processo de tokenização
Tokenização (tokenization) — é o processo de dividir o texto original em tokens, seguido pela sua conversão em identificadores numéricos compreensíveis pelo modelo.
Esta etapa é obrigatória e fundamental para o funcionamento dos modelos de linguagem grandes. Com ela, um LLM ganha a capacidade de:
- Analisar a sintaxe — a estrutura do texto e a disposição dos elementos (palavras e frases);
- Extrair a semântica — o significado profundo do texto e as inter-relações entre os elementos.
Existem vários métodos principais de tokenização, entre os quais se destacam:
- Byte Pair Encoding (BPE): Um algoritmo que substitui iterativamente os pares de caracteres mais frequentes por novos tokens, o que permite processar eficientemente palavras raras e variações morfológicas.
- WordPiece: Utilizado em modelos como o BERT, divide as palavras em unidades de subpalavras, o que ajuda no processamento de palavras desconhecidas.
- SentencePiece: Um método que trata o texto como uma sequência de caracteres e aplica modelos baseados em BPE ou Unigram para a tokenização.
A escolha do método de tokenização afeta o desempenho do modelo, sua capacidade de processar diferentes idiomas e a eficiência do treinamento.
Tokens especiais
Além dos tokens principais, os modelos também utilizam tokens especiais para designar elementos funcionais do texto, tais como:
[CLS](class) — token de início de sequência, frequentemente utilizado para tarefas de classificação de texto;[SEP](separator) — separa diferentes partes do texto (por exemplo, pergunta e resposta, frases ou parágrafos);[MASK]— token especial para indicar uma palavra que o modelo deve prever (usado no BERT e em outros modelos de linguagem mascarada);[PAD](padding) — utilizado para alinhar o texto em comprimento (preenchimento).
Esses tokens especiais ajudam os modelos a perceber com mais precisão a estrutura e o contexto do texto processado.
Tokens e janela de contexto
A janela de contexto (context window) é a quantidade máxima de tokens que um modelo consegue considerar e processar simultaneamente ao gerar texto.
Por exemplo, o modelo GPT-3 tem uma janela de contexto de 2048 tokens. Isso significa que, ao criar texto, o modelo pode considerar simultaneamente a informação contida em no máximo 2048 tokens do texto original. O tamanho da janela de contexto afeta:
- O volume máximo de informação disponível para o modelo;
- A qualidade e a coerência das respostas geradas;
- A capacidade do modelo de compreender textos longos e manter o contexto ao longo de grandes distâncias entre os tokens.
Literatura
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